Sobre crowdsourcing
Texto originalmente publicado no Blog do Editor, em zerohora.com
“Na segunda-feira, o Blog do ZH Zona Sul publicou o post Que obra é essa?, relativo a uma obra iniciada ao lado da ciclovia da Diário de Notícias, na zona sul da Capital, pedindo a ajuda dos leitores para desvendar o mistério. No final de outubro, fotografamos um buraco raso, por alguns metros, aberto dias antes por uma retroescavadeira.
Sem placa no local ou funcionários que pudessem dar informações, ligamos para diversas secretarias e empresas para saber o que seria feito ali. Nenhuma soube dizer do que se tratava.
Em meio ao mistério de uma obra inacabada, o blog lançou a sua dúvida na rede e perguntou aos internautas se teriam alguma pista para passar à reportagem. Essse “chamado aberto” aos leitores é conhecido como crowdsourcing, em uma ideia de que o coletivo pode resultar em informações mais precisas.
A prática, claro, ganhou força com a internet. Um dos exemplos mais expressivos é o do jornal The Guardian, que publicou em seu site 458.832 documentos com os gastos dos parlamentares britânicos. Até a tarde desta terça, dia 18, 24.603 internautas já garimparam 215.503 papéis.
Em Zero Hora, você pode já ter percebido esses convites ao público há um tempo — um dos mais recentes, foi o chamado no Twitter (@zerohora) sobre a passagem do Sucatão pelo céu porto-alegrense, no domingo. As respostas dos leitores ganharam espaço na Reportagem Especial da segunda-feira passada.
Com mais de 1,6 mil acessos e 28 palpites no post — dos que sugeriam ser uma obra da Bienal do Mercosul aos ciclistas e pedestres que disputam lugar na via para bicicletas devido à falta de calçada no local —, o ZH Zona Sul realizou uma segunda rodada de ligações, mas o mistério permanece.
Aliás, se tiver uma dica, mande um e-mail para zonasul@zerohora.com.br. Afinal, esse post também é um chamado aberto.
* Melissa Becker, repórter dos cadernos de Bairros da Zero Hora“
