Medindo o imensurável (1)

Seminário ocorreu na Birmingham City University - Foto ruim com o celular: Melissa Becker

O que significa, como mensurar a participação digital e como incluir quem não participa foram as linhas gerais do seminário Measuring the Unmeasurable: Digital Participation, do qual participei hoje, na Birmingham City University. O público era variado – pesquisadores, ativistas, consultores -, assim como os palestrantes, que trouxeram diferentes perspectivas e experiências.

Neste e nos próximos posts, vou relatar aqui um pouco do que captei de cada um, com impressões e interpretações pessoais – mais passagens do que achei interessante do que um resumo das palestras. Ideias deverão ser postadas em breve neste blog: http://interactivecultures.org/

*Na abertura, entre outras coisas, David Maguire citou o National Plan for Digital Participation, lançado pelo governo passado (Gordon Brown), com metas, segundo ele, difíceis de atingir. Empresas de tecnologia entendem de tecnologia, e não de informação. Existe uma descrença ou um desentendimento entre os setores público e privado quanto ao uso que cada um faz das ferramentais digitais.

* * *

*Paul Watson (Newcastle University) explicou como trabalha o Social Inclusion Through the Digital Economy Researche Hub (Side). Basicamente, sete fatores (saúde precária, baixa capacidade, crime, desemprego, discriminação, problemas de habitação e famílias desestruturadas) levam à exclusão social – que resulta em miséria, além da perda de bilhões de pounds na economia (sim, conhecemos tudo isso). Pois, diz Watson, as tecnologias digitais podem gerar inclusão social. Novas tecnologias têm o poder de impactar positivamente em pessoas excluídas – e o propósito da pesquisa é compreender esse potencial. Entre as áreas de estudo, o que me chamou a atenção:

Acessibilidade: mais serviços estão sendo feitos online. Como evitar a exclusão: criar designers e interfaces acessíveis? Desenvolver habilidades em tecnologia da informação em grupos excluídos? Exemplos: treinamentos de pessoas de comunidades para criação de blogs hiperlocais e o User Centre Group, na University of Dundee, onde pessoas acima de 50 anos aprendem a usar essas ferramentas. Watson acrescenta que, assim, o vó passa a ter algo em comum com o neto ou com os estudantes da faculdade e isso ajuda na sua inclusão.

Creative media: podemos usar uma creative media para engajar jovens na sociedade? Exemplo: por meio da música (Interactive Music Making with Young People).

Lar conectado: Ambient Kitchen é o protótipo de uma cozinha pensada para alguém que sofre com esquecimentos provocados pelo Mal de Alzheimer ou por doenças semelhantes, com piso especial, censores em recipientes e facas e projeção de receitas nas paredes. Super high tech.

No entanto, Watson observa que a economia digital não beneficia a todos no momento.

* * *

> No próximo post, a apresentação que deu nome ao evento.

2 thoughts on “Medindo o imensurável (1)

  1. Pingback: Medindo o imensurável (2) « Melissa Becker

  2. Pingback: Medindo o imensurável (3) « Melissa Becker

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s