Medindo o imensurável (2)

Continuo, neste post, a relatar um pouco do seminário Measuring the Unmeasurable: Digital Participation, do qual participei ontem, na Birmingham City University (leia o primeiro post aqui). Ideias deverão ser postadas em breve neste blog: http://interactivecultures.org/

* * *

* Alison Preston (Ofcom, reguladora das empresas de comunicação no Reino Unido) fez a apresentação que deu nome ao evento. Para mensurar algo como participação digital – que não significa ter internet em casa, pois, se a pessoa não sabe usar, ela não participa -, foi preciso definir:

O que medir? Medidas críticas para a evolução da atividade para promover a participação digital: alcance, dimensão do engajamento, profundidade e impactos sociais e econômicos. Aí, ela acrescentou outro bem interessante > apetite: níveis de interesse entre os não usuários pelos diferentes tipos de atividades na internet, pelos quais eles acham a internet atraente. 

– Como medir? Informação sobre sub-grupos, acompanhamento de tendências, medidas variadas etc.

Alguns resultados e impressões interessantes que a Ofcom encontrou:

– Quem usa internet por aqui? 77% da população no Reino Unido com idade acima de 16 anos. 35% usa somente em casa, 35% em casa e em outro lugar, 6% em outro lugar, 5% pede para alguém próximo usar e 18% não usa em lugar nenhum. Jovens acessam a web em locais mais diversos.

 – Quanto mais as pessoas se tornam online, mais ativas na internet elas são.

– Três em cada 10 internautas não visitam novos sites.

A profundidade pode ser medida pelas contribuições do usuário (para mim, leitor!) e criação de conteúdo, proteção e privacidade e entendimento do conteúdo. Entre as experiências – e interesses – em criação de conteúdo, postar fotos em um website encabeça a lista, seguido de, nesta ordem: perfil em redes sociais, comentários no blog de outra pessoa, assinatura de abaixo-assinados online, criar seu próprio website, criar seu próprio blo etc.

– Os mais velhos são mais críticos quanto ao conteúdo de um website – confiar ou não?

– Os impactos sociais e econômicos incluem desde manter contato com amigos ou familiares a economizar dinheiro com cupons de descontos e promoções online.

– Entre os interesses dos não usuários, a transferência de fotos é o top, seguido do uso de e-mail para contactar parentes.

– As principais razões para um cidadão britânico não ter internet em casa são uma “detectada” falta de interesse ou necessidade (55%) e questões relacionadas a custos (12%).

* * *

> No próximo post, um pouco de artes e workshops no seminário.

One thought on “Medindo o imensurável (2)

  1. Pingback: Medindo o imensurável (3) « Melissa Becker

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