Medindo o imensurável (3)

Palestra sobre pesquisa do Arts Council England

Continuo, neste post, a relatar um pouco do seminário Measuring the Unmeasurable: Digital Participation, do qual participei na segunda-feira, na Birmingham City University.  

* * * 

* A última palestrante do evento foi Catherine Bunting, diretora de pesquisas do Arts Council England. Essa foi uma palestra bem específica, sobre como a participação nas artes pode ser mensurada. Um dos estudos enfocados foi o Taking Part (à qual você pode baixar aqui). É uma pesquisa contínua, que se iniciou em julho de 2005 e tem uma média anual de 15 mil participantes. Dando uma rápida olhada nos resultados, acabei de descobrir, por exemplo, que West Midlands, a região na qual moro no momento, tem a maior proporção de participantes que relataram uma experiência artística de alta qualidade (66%) no país, maior que Londres (isso vale um futuro post). Catherine explicou a metodologia e que, com o estudo, ela pode descrever as probabilidades de gosto e de participação em artes de cada post code da Inglaterra. Anotei algo sobre os “altamente engajados”: urban arts ecletic, apenas 5%, traçam o perfil de jovens contemporâneos, com boa educação, aspirações ambiciosas no trabalho, procuram novas experiências, são globais e responsáveis, entre outros (adouro!). Um painel com todos os palestrantes fechou a manhã. 

*Após o almoço (uma observação: o evento foi gratuito e eles ainda ofereceram almoço aos participantes), foram organizados três workshops – os participantes deveriam escolher um. Participei do que tratou de Profundidade (Depth), supervisionado pela doutoranda e professora Jennifer M Jones – leia aqui um post dela sobre os workshops. O tema era definido da seguinte forma: 

“Depth of use refers to using social networks and content creation and sharing, including user-generated content and self-publishing. Depth of use will be monitored through levels of confidence, understanding of types of content, perceptions of personal benefits both economic and social, and knowledge of risks and how to mitigate them.” 

Com participantes de diferentes backgrounds formando um grande grupo, o assunto, no entanto, não foi tratado da forma a qual estou acostumada. Foi interessante, mas não o que esperava (eu era a única jornalista “não acadêmica” presente). Fiz parte do grupo que abordou Attendance.

* Anotações aleatórias durante o workshop: Como as empresas estão mensurando a participação? Existe uma diferença entre número de acessos e engajamento. A empresa deve acompanhar essa participação continuamente. Insituições devem dar motivos para essas pessoas estarem online. O usuário precisa entender quais os benefícios que isso pode trazer a ele. É uma questão mais social do que técnica. As mídias sociais podem ser vistas como uma utilidade por meio da inclusão cívica.

* * * 

PS.: Dave Harte, da BCU, publicou um post com o material apresentado aqui.

* * *

Posts anteriores: 

> Medindo o imensurável (1) 

> Medindo o imensurável (2)

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